domingo, 10 de dezembro de 2017

Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) realizou a XXXVIII Operação Dragão


Por: Anderson Gabino

O Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) é a organização militar, responsável por coordenar a área operativa do Corpo de Fuzileiros Navais. Conhecida como "A Força que vem do mar", teve origem em 1957 pelo decreto 40.862 de 06 de fevereiro, onde sua criação fora inspirada no sucesso dos desembarques anfíbios realizados durante a Segunda Guerra Mundial. A FFE tem como missão; preparar os Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais para área Anfíbias, Operações Ribeirinhas e Operações Terrestres de caráter navais.

Imagem cedida pela Força de Fuzileiros da Esquadra

De acordo com a Estratégia Nacional de Defesa (END), os Fuzileiros Navais devem estar "em permanente condição de pronto emprego". Para isso, as tropas da FFE seguem um rigoroso Ciclo de Adestramento anual que permitem sua prontidão para atuarem em diversos conflitos, desde os armados até em operações de caráter humanitário e de paz, como os realizados no Haiti. O Corpo de Fuzileiros Navais é descrito pela END como "a força de caráter expedicionário por excelência", assim sendo este caráter expedicionário permite o emprego da força para cumprir uma missão por tempo limitado e em área operacional distante de suas bases terrestres. Portanto, as atividades operativas da FFE buscam atender sua vocação anfíbia, sua prontidão operativa e o seu caráter expedicionário.

A Operação Dragão


O ano de 2016 marcou, após 15 anos a retomada da Operação Dragão, a qual é uma operação de caráter eminentemente de guerra naval. Bastante complexa, ela é uma operação lançada do mar sobre uma região litorânea hostil ou potencialmente hostil, que assegura à Marinha sua capacidade de projeção do poder sobre terra. Baseado nesta voga, a Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) e o Comando em Chefe da Esquadra realizaram entre os dias 30/11 e 09/12 a XXXVIII - Operação Dragão.  



O inicio da operação ocorre no mar, com o deslocamento de uma Força-Tarefa. Comandada pelo Contra-Almirante Paulo César Colmenero Lopes, Comandante da 1ª Divisão da Esquadra (ComDiv-1), e sendo composta pelos seguintes meios: Navio Doca Multipropósito "Bahia" (G40), Navio de Desembarque de Carros de Combate "Almirante Saboia" (G25), Fragata “Liberal” (F43), Fragata “União” (F45), Fragata "Greenhalgh" (F46), Rebocador de Alto Mar "Almirante Guillobel" (R25), os Navios Patrulha "Macaé" (P70) e "Gurupá" (P46), os Navios Varredores "Atalaia" (M17) e "Albardão" (M20), as Embarcações de Desembarque “Camboriú” (L12), “Marambaia” (L20), e as Embarcações de Desembarque de Viaturas “Cagarras” (807) e “Cataguazes” (808), além das aeronaves AF-1 Skyhawk, SH-16 Seahawk, UH-15 Super Cougar e UH-12 Esquilo.


Um dia antes do “Dia D" (desembarque de meios e pessoal) em Itaóca, a FT realizou um ensaio para o desembarque na região de Cabo Frio, como preparação dos meios anfíbios. Ainda no deslocamento até o Espírito Santo, vários exercícios a bordo foram realizados pela tripulações, tais como de simulação de ataque de superfície (onde uma embarcação suspeita adentra na cobertura radar da FT e a mesma não responde aos chamados dos navios), ameaça aérea, evacuação aeromédica (EVAM) e postos de combate. Após os aprontamentos e adestramentos da tripulação, é chegada a hora de por em prática o planejado. O exercício contou com a participação de cerca de 2200 militares. Na madrugada do dia 05 para o dia 06 os navios da Força Tarefa fundearam a mais ou menos 10 milhas (+/- 16 Km) da costa, e ao amanhecer do dia 6, na “Hora H” (5h48), ocorreu a abicagem na Praia de Itaóca (ES) da primeira vaga de assalto, a qual foi composta por Carros Lagartas Anfíbios (Clanf). Na sequencia começou o movimento navio para terra (MN1), quando os navios começaram a lançar ao mar as Embarcações de Desembarque de Viaturas e Materiais (EDVM) e as Embarcações de Desembarque de Carga Geral (EDCG), em apoio as primeiras levas que já se encontravam em terra.


O exercício simula a tomada de uma parte do território inimigo por meio de um Assalto Anfíbio. Após o desembarque as tropas e os meios enviados, seguiram em direção ao interior para a conquista dos demais objetivos do exercício. A Operação Dragão é importante para a Marinha do Brasil e principalmente para o Corpo de Fuzileiros Navais por incluir todas as fases de uma Operação Anfíbia, que são: planejamento, embarque, ensaio, travessia e o assalto. As Operações Anfíbios são consideradas a razão se ser dos Fuzileiros Navais, e simbolizam o ápice do seu adestramento operativo. O Comandante da Marinha, o Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, foi recebido na Base de Apoio Administrativa do Corpo de Fuzileiros Navais, em Itaóca (ES) pelo Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, o Vice-Almirante (FN) César Lopes Loureiro que o aguardava para uma visita de inspeção pela base e aos pontos mais ao interior, onde puderam observar o avanço das tropas no terreno.


Nota do Editor: Tive o privilégio de poder acompanhar 'In loco" a Operação Dragão, desde sua saída no dia 03 de dezembro, a bordo do NDM Bahia. Ver de perto todo o profissionalismo e empenho empregado por todos os militares, nos dá a certeza que temos (mesmo com as dificuldades) a melhor Esquadra e os melhores Fuzileiros Navais. Gostaria de agradecer (sem nomear, para não se fazer injustiças) a todos e suas organizações militares, que de alguma forma contribuíram para o bom andamento desta matéria. Um BRAVO ZULU a todos!!!




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