segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Militar norte-coreano consegue desertar em direção à Coreia do Sul após ser baleado por soldados norte-coreanos


Por: Redação OD

Um soldado da Coreia do Norte conseguiu desertar em direção à Coreia do Sul, nesta segunda-feira (13) após o mesmo ter sido ferido por disparos realizados por militares do exército norte-coreano enquanto ele realizava a travessia da Zona Desmilitarizada. O militar fora levado a um hospital sul-coreano, onde foi prestado os primeiro socorros devido ao ferimento em seu ombro, segundo nota emitida pelo porta-voz do Ministério de Defesa da Coreia do Sul. O incidente ocorrido às 16h no horário local (4h em Brasília), na Área de Segurança Conjunta de Panmunjom, o único lugar da Zona Desmilitarizada no qual os soldados das duas Coreias se veem frente a frente.

Soldados sul-coreanos conversam com médico que estaria atendendo desertor da Coreia do Norte (Foto: Lee Jung-son/Newsis/AP)
"O Exército sul-coreano aumentou seu nível de alerta perante possíveis provocações do Exército Norte-Coreano", explicou o Estado-Maior num breve comunicado. Este episódio  relembrou um acontecimento, que é visto como o mais sangrento na história da passagem - estabelecida após o término da Guerra da Coreia, em 1953 - o qual ocorreu em 1984, quando o estudante soviético Vasily Matuzok desertou à Coreia do Sul aproveitando uma visita turística realizada a Panmunjom durante uma estadia na Coreia do Norte. 


Matuzok começou a correr até atravessar para o outro lado da linha de demarcação militar, o que ocasionou uma prolongada troca de tiros que deixou três soldados norte-coreanos e um sul-coreano morto, além de seis feridos - um deles, um militar americano. As Coreias do Norte e do Sul permanecem tecnicamente em cessar-fogo desde 1953, já que o armistício assinado na época nunca foi substituído por um tratado de paz definitivo. Apesar do nome, a Zona Desmilitarizada, ou DMZ, é provavelmente a fronteira mais militarizada do mundo. A faixa de terra, de 4 km de largura por 248 km de comprimento, que demarca a fronteira entre os dois Estados, tem cercas elétricas, campos minados e muros antitanques.

*Com Informações do G1
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