sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Brasil recebe de forma oficial convite da Organização das Nações Unidas para integrar a MINUSCA


Por: Redação OD

Após o termino das operações de paz no Haiti (MINUSTAH) onde o Brasil era o país que liderava a missão, muitas especulações foram feitas e levantadas, de onde seria a próxima missão no exterior brasileira. Sendo assim, na última quarta-feira (22) a Organização das Nações Unidas, acabou com o mistério oficializando um convite para que o Brasil integre a MINUSCA (Missão de paz na República Centro-Africana). No documento (veja o mesmo abaixo), o Secretariado da ONU solicita o envio de pelo menos 750 militares, onde a mesma solicita que o governo Brasileiro responda de forma oficial até 15 de dezembro do corrente ano.


A decisão final sobre o envio ou não de tropas Brasileiras para a integração da MINUSCA ainda depende de passar pelo aval do Congresso e da autorização final do presidente Michel Temer. A República Centro-Africana é o destino “mais provável’ do envio de tropas de paz, revelou recentemente o Ministro da Defesa Raul Jungmann, onde ele afirmou que o Brasil enviaria uma força de pelo mesno mil militares para compor a missão da ONU na República Centro-Africana. Ainda de acordo com Ministro da Defesa, a possibilidade de que o Brasil participe da MINUSCA, em ao menos duas ocasiões neste semestre. Na cerimônia de encerramento da missão de paz do Haiti, realizada em outubro no Rio de Janeiro, ele afirmou que a República Centro-Africana seria o destino mais provável para uma nova operação de paz do Brasil.


No último dia 17, durante visita a Washington, Jungmann disse que o Brasil enviaria cerca de mil soldados ao país africano. Ele não descartou que o Brasil assumisse o controle militar da missão, atualmente ocupado pelo Senegal. O Brasil precisa dar continuidade de se fazer presentes nas missões de paz, pois segundo fontes diplomáticas e das Forças Armadas, após os 13 anos de participação na missão de paz do Haiti, o Ministério da Defesa e o Itamaraty querem dar continuidade à participação de tropas brasileiras em missões de paz da ONU, visando as possibilidades de ganhos na área de treinamento de tropas e os diplomatas entendem esse tipo de missão como oportunidade de aumentar a influência internacional do Brasil.


Embora os custos de uma missão de paz dessa natureza sejam reembolsados pela ONU no futuro, os defensores da participação na nova missão terão que convencer parlamentares a desembolsar recursos em meio a dificuldades econômicas no Brasil. E além do aval do Congresso, para que o projeto se concretize também será necessário vencer uma série de desafios logísticos. Diferente do que ocorreu no Haiti, a República Centro-Africana não tem litoral. Equipamentos pesados que não podem ser transportados de avião teriam que cruzar por terra longas distâncias dentro do continente africano. Estudos de viabilidade da missão estão sendo feitos pelas Forças Armadas.

*Com Informações das Agência de Notícias Internacionais e da ONU
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