domingo, 30 de julho de 2017

'A gente está começando a primeira batalha' diz chefe do Estado Maior Conjuto, Contra-Almirante Rossato

Contra-Almirante Roberto Rossatto, Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas - Simone Candida / Agência O Globo
Por: Redação OD

Sob um forte calor, com a Linha Vermelha e o Batalhão da Maré como cenário, o contra-almirante Roberto Rossatto, chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou ontem que a operação que trouxe mais de 10 mil militares para as ruas do Rio tem, pela primeira vez, uma integração total entre as forças de segurança, que “começaram a falar a mesma linguagem”.

Em que se baseiam as ações?

É um novo modelo, principalmente porque hoje nós vivemos um ambiente de restrições orçamentárias. Então, para que possamos realizar ações cirúrgicas, vamos primeiramente fazer a integração das forças, para que não tenha repetição de dados nas comunicações, inteligência, levantamentos estratégicos e táticos.

Quantas fases a operação vai ter?

Serão quantas fases forem necessárias. Até porque é uma operação de longa duração, então não podemos precisar.

Em comparação com outras operações que já ocorreram no Rio, está havendo mais integração entre as forças?

É uma operação inovadora, em que procuramos a economicidade dos meios e o máximo de surpresa possível. A Marinha há três dias assinou um termo de cooperação para compartilhar todos os sistemas de comunicação. Vamos falar não só da mesma forma, mas com a mesma criptografia; então este acesso, cada vez mais, está sendo irrestrito.

Como combater as quadrilhas de roubo de cargas e prender os criminosos que matam policiais?

Primeiro, desestabilizando o crime organizado. Em segundo lugar, cortando este fluxo logístico. Já começamos, em nível federal, nas fronteiras, como ressaltou o Ministro da Justiça, e em nível mais próximo, estadual, a fazer um cinturão no Arco Metropolitano.

O trabalho foi estendido para as fronteiras, por onde as armas e drogas chegam ao Rio. Por que a fiscalização não é feita de forma mais efetiva?

O objetivo principal agora é o Rio de Janeiro. Numa parte mais distante, serão as fronteiras. A Marinha está se fazendo representar com embarcações e redobrando estas operações pontuais.

O ministro falou em guerra. Guerras têm efeitos colaterais, como mortes. Elas podem ser necessárias para garantir a lei e a ordem?

A gente está começando a primeira batalha, porque uma guerra são várias batalhas. Se a tropa for abordada, numa ação desproporcional, nós atuaremos.

FONTE: O Globo
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